30/08/2007
Um tesouro histórico ignorado pelo mundo
Quando a gente visita megamonumentos turísticos, tipo Cristo Redentor, Torre Eiffel, Machu Picchu e Angkor, está acostumado a ter uma multidão ao redor. Lógico, o mundo inteiro quer ver esses lugares de perto, não só você.

Em Mianmar, acho que pela primeira vez experimentei estar praticamente sozinha numa dessas obras majestosas da humanidade. Durante três dias, o Daniel e eu pedalamos pelas ruínas de Bagan, um complexo de 4.000 templos construídos entre os anos 1.000 e 1.200. Encontramos pouquíssimos gringos pelo caminho.



Ainda que o incompetente governo birmanês não respeite a arquitetura original das obras nas reformas, Bagan permanece como um dos grandes tesouros históricos da Ásia, ignorado pelo mundo.



Um dia em que a chuva deu uma trégua, nós dois subimos num dos principais templos para contemplar o magnífico pôr-do-sol. Durante quase todo o tempo, para nossa surpresa, ficamos sozinhos. Dá para acreditar?
Escrito por Marcella Centofanti
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24/08/2007
Um adivinho me disse em Mianmar...

Quando comecei com essa história de vir para a Ásia, minha amiga Erika Sallum (a primeira a saber, junto com a Maria Rita Alonso) me recomendou o livro Um Adivinho Me Disse, do jornalista italiano Tiziano Terzani . Terzani foi correspondente da publicação alemã Der Spiegel na Ásia durante quase trinta anos. Morou em Cingapura, no Japão, em Hong Kong, na China, na Tailândia e na Índia. Publicou vários livros sobre suas andanças pelo continente.

Em Um Adivinho Me Disse , sua obra-prima, ele narra a interessantíssima experiência de ter passado um ano rodando a Ásia por terra, sem sobrevoar nenhum trecho. Isso porque, nos anos 70, um adivinho em Hong Kong o aconselhou a não subir num avião em 1993.



Comprei o livro meses antes de viajar, mas só fui ler quando cheguei na Tailândia. Entre fatos jornalísticos sobre os países que visita, Terzani conta as previsões de astrólogos e videntes que consultou ao longo do caminho. A leitura é deliciosa. Por influência do livro, enfiei na cabeça que também queria ouvir um adivinho. Durante todo o meu percurso pelo Sudeste Asiático, fiquei atenta. Se eu topasse com um algum vidente, não perderia a chance.



Finalmente, minha oportunidade chegou em Mianmar. Num país onde se constrói uma nova capital porque o astrólogo do chefão manda, a brincadeira deve ser levada à sério, né? Uma birmanesa me recomendou uma mulher que lê a mão, em Mandalay. No meu penúltimo dia no país, antes de embarcar para a China, mostrei o endereço para o motorista do trishaw e pedi que ele servisse de intérprete, já que falava um inglês razoável. Lá fomos nós para o meu derradeiro compromisso no Sudeste Asiático. Quando chegamos, no entanto, a tal mulher não estava. Que puxa...

Ao ver meu desapontamento, meu motorista sugeriu um astrólogo que atendia no principal ponto turístico da cidade e falava inglês fluentemente. O cenário me parecia suspeito. Dá para botar fé num sujeito que só atende a gringalhada? Eu queria a velhinha que falava birmanês e me receberia em casa, num canto escondido e sombrio. Mas como eu ia achar outra pessoa? Acabei topando me consultar com o guru dos gringos. Meu motorista jurou que o homem era poderoso e também era tido em alta conta pelos locais.

O tal astrólogo tinha uns 30 e tantos anos e era descendente de indianos. Perguntou minha data de nascimento, mas não quis saber o local. Estranhei, porque no ocidente o lugar é fundamental para desenhar o mapa astral. Ele leu a palma das minhas duas mãos e lançou previsões durante uma meia hora:

"Você tem um grande plano para o segundo semestre e ele se realizará até dezembro." (Que raio de plano é esse que eu não estou sabendo? Meu grande objetivo em 2007 é a viagem, que está rolando desde março...)

"Em outubro, você vai comprar um carro. Evite a cor vermelha." (Olha, a menos que aconteça uma reviravolta, essa possibilidade é ZERO. Em outubro, pretendo fazer trekkings no Nepal, não ralis.)

"O primeiro semestre de 2007 não foi de sorte, mas o segundo será." (Pô, eu considero o primeiro semestre um dos melhores da minha vida. Mas se o segundo será ainda melhor, ótimo.)

"Você tem três talentos: cantar, desenhar e escrever." (Cantar? Fala sério... Eu desafino até no "Parabéns a você". Desenhar também nunca foi minha praia. Se bobear, minha sobrinha de nem um ano já faz uns rabiscos melhores que os meus. Já escrever, okay, é meu ganha-pão. Mas peraí. O cara chutou três áreas distintas. Alguma coisa ele ia acertar.)

"O ano de 2007 não é favorável ao amor, mas 2008 será bom." (Bingo! No campo amoroso, realmente, minha vida esse ano tem sido uma lástima...)

"Aos 32 anos, não viaje de barco. É perigoso!" (Olhaaa! Igual com o Terzani, só que, em vez de voar, não posso navegar. Vocês acham que eu devo levar a sério?)

"Dos 24 aos 28 anos, você ganhou dinheiro, mas gastou tudo. Muitas vezes você gasta mais do que tem." (Nã, nã, nã. Desde criança sou econômica e poucas vezes entrei no cheque especial. Se hoje posso me dar ao luxo de passar doze meses sem trabalhar é porque economizei nos anos anteriores. Mas é verdade que, ao final dessa viagem, não terei um puto. Sob essa perspectiva, vá lá, a análise está correta.)

A visita ao astrólogo não era exatamente o que eu tinha em mente. Mas, va bene. Paguei os dez dólares e parti. Pelo menos matei a curiosidade e me senti um pouquinho como um personagem do livro do Terzani.

Escrito por Marcella Centofanti
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20/08/2007
O povo birmanês está mesmo ferrado
Não me lembro de ter visitado outro país onde eu me sentisse tão bem-vinda. Impressionante como os birmaneses parecem satisfeitos de receber estrangeiros em suas terras. Ando pelas ruas e as pessoas, especialmente as crianças, me cumprimentam o tempo todo. Quando o nível de inglês permite, sempre bato papo com locais. Essa experiência tem sido bem mais interessante do que os monumentos e as paisagens em si (se bem que a Shwedagon Pagoda, todinha de ouro, em Yangon, é de cair o queixo):



Inevitavelmente, a conversa acaba em assuntos políticos. Com estrangeiros, em geral os birmaneses não têm o menor pudor de meter o pau no governo e contar como anda a situação do país. A cada dia ouço histórias que me deixam de cabelo em pé. Vou contar uma aqui.

Num cyber café, conheci um birmanês de 26 anos que mora na Alemanha e faz faculdade de alguma coisa relacionada a ciência da computação. Há sete anos, ele saiu do país sem autorização do governo (lembrem-se de que estamos num regime ditatorial). Uma vez que fugiu, nunca mais poderia voltar, mas ele não suportou a saudade e, pela primeira vez desde que partiu, resolveu visitar os pais numa viagem de duas semanas.

Para chegar, ele precisou fazer uma rota bizarra: voou da Alemanha para a Tailândia e entrou em Mianmar de carro, inventando para a polícia que trabalhava na fronteira. Ele me contou que chorou de tristeza ao perceber a miséria no interior do país. Em uma semana, quando voltar para a Europa, terá de jogar um xaveco na polícia outra vez e torcer para não ser pego.

Não é revoltante? Todo dia escuto alguma uma coisa do gênero. O pior é que, embora as pessoas estejam insatisfeitas, elas não fazem nada para mudar. Meu amigo Daniel definiu bem. Os birmaneses têm um olhar e um comportamento apáticos. Após 45 anos de ditadura militar, o povo parece não ter mais esperanças.
Escrito por Marcella Centofanti
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18/08/2007
Uma noite de Gisele Bündchen num bordel birmanês
Na minha primeira noite em Mianmar, meus quatro novos amigos me convidaram para sair. Desde que me despedi da minha turma no Laos, nunca mais tinha feito uma balada (considerando-se que, no Laos, a única opção de lazer depois da meia-noite é jogar boliche...). Topei na hora.

Quando pisamos para fora da pousada, vi que ruas estavam escuras. Soube que praticamente não há iluminação pública no país. Pegamos um táxi caindo aos pedaços (como todos) e fomos ao tal lugar. Éramos os únicos gringos, o que eu sempre acho ótimo.

O bar em si parecia normal, bem simples: um ambiente sem decoração, com mesas bambas de metal, sem toalha, e com cadeiras de plástico. A parte curiosa era um palco, de onde saía uma passarela que invadia o salão. Ali, toda noite, havia um desfile de modas.

Dezesseis meninas jovens e bonitas, divididas em dois turnos, andavam de um lado ao outro em pares, trios ou sozinhas. Havia figurinos diferentes, de vestidos longos de festa a looks casuais. Os trajes eram sensuais, mas comportados (para os nossos padrões, pelo menos), sem transparências ou decotes insinuantes. Quando a platéia gostava de uma determinada garota, aplaudia e gritava. No meio do desfile, birmaneses subiam no palco para colocar colares de flores artificiais no pescoço de alguma modelo.

Vocês acham que eu só ia ficar olhando? Era minha grande chance de realizar um sonho infantil. Qualquer mulher da minha geração já brincou de desfile de moda. E convenhamos que eu não terei outra oportunidade nessa encarnação. Não pensei duas vezes e, num dos intervalos, pedi para subir no palco com as garotas.

Fui ao camarim, um quarto sombrio com um espelho de corpo inteiro, e as meninas já estavam trocadas. Ninguém falava inglês, mas o clima era de receptividade. Uma mulher que parecia ser a chefe olhou ao redor, procurando alguém de corpo parecido com o meu. Com 1,64 metro, sou alta perto das birmanesas, que não passam de um metro e meio. Ela ordenou que uma das meninas me desse o vestido que estava usando.

O modelito era azul turquesa, tomara-que-caia, justo no tronco e rodado na parte de baixo. Terminava um pouco acima do joelho. As garotas começaram a tirar as sandálias para ver qual servia no meu pé, afinal, aquele vestido não combinava com meu par de havaianas. Achei uma rasteirinha preta que era o meu número.

Nem deu tempo de me olhar no espelho. Já estava na hora de subir no palco e viver meu grande dia de manequim internacional. Fui a última a entrar. Eu estava ansiosa que não consegui ver direito o que acontecia ao redor, mas notei que todo o staff do bar (seguranças, faxineiros, cozinheiros e garçons) se aglomerou para ver o show da gringa.

Óbvio que eu não sabia o que fazer. As modelos tinham passos coreografados e eu copiei da melhor maneira que pude. Desfilei de um lado para o outro, sem conseguir parar de rir. Lá da platéia, ouvia meus amigos viajantes me aplaudindo. Pini, o israelense, subiu no palco e colocou um colar de flores artificiais no meu pescoço. Um birmanês me presenteou com uma faixa escrita "I kiss you".

O show deve ter durado uns cinco minutos, mas parecia uma eternidade. Eu estava morrendo de vergonha, mas achando divertidíssimo. Quando acabou, agradeci a gentileza das meninas e voltei para minha mesa. Todo mundo me olhava com um riso no canto da boca. Meus amigos ainda não tinham parado de rir. Assim que voltei, o Pini me contou que aquele ambiente aparentemente inocente é, na verdade, a versão birmanesa de um bordel. Embora tenham um comportamento recatado, as modelos são garotas de programa. O tal colar de flores é a senha de que o cara está interessado numa determinada menina. Após o show, ela se senta na mesa e toma uma cerveja com o potencial cliente, quando eles combinam o programa.

No fim, adorei minha noite de Gisele Bündchen em Mianmar. Foi uma das baladas mais engraçadas e seguramente a mais trash da minha vida. E olha que o páreo é duro, hein? O que eu já fiz de balada em espeluncas do gênero não está no gibi...
Escrito por Marcella Centofanti
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17/08/2007
Viajar nesse país não é fácil
No primeiro dia em Mianmar, eu estava perdida, como a gente sempre fica quando acaba de chegar num novo destino. Fiz o check-in na pousada e corri para a Internet. Precisava mandar um e-mail pro Daniel, aquele ruivo holandês com quem me perdi na floresta do Laos e com quem viajarei pelas próximas duas semanas. Ele chegaria de Bangcoc no dia seguinte.
No cyber café, o primeiro susto foi notar o equipamento jurássico. O segundo, a lentidão da conexão discada. Lembram quando a Internet chegou ao Brasil e era um inferno acessar qualquer site? Em Mianmar ainda é desse jeito. Mas o choque mesmo foi descobrir que o acesso a e-mails é vetado pelo governo. Dá para acreditar?

Graças a Deus, os birmaneses conhecem uns sites que furam o bloqueio. O que eu vejo aqui, no entanto, é uma página com uma configuração diferente, mais simples. Mas foi minha sorte. Caso contrário, vocês ficariam sem notícias minhas por dezesseis dias.
Tirei a tarde para me informar sobre cultura, comida, preços etc. Quase sempre os relatos dos habitantes e de outros viajantes são mais úteis que os guias de viagem. Fiz amizade com quatro caras: um canadense, um australiano, um italiano e um israelense. Pini, o israelense, mora em Yangon há três meses e me deu dicas essenciais. Foi ele quem me ensinou os meandros da conversão do dólar por kyat, a moeda local, no mercado negro. A cotação oficial é tão estapafúrdia que a gente é obrigado a trocar dinheiro ilegalmente. Segui seu conselho e negociei 1.280 kyats para um dólar. A taxa oficial é de 450 kyats, ou seja, quase um terço do valor real. Pior é que alguns desavisados ainda embarcam nessa furada.
A questão monetária é uma das maiores pentelhações de quem viaja em Mianmar. Não existe caixa eletrônico e somos obrigados a trazer em cash aquilo que pretendemos gastar. Um ou outro hotel aceita cartão de crédito, mas cobra taxas que chegam a 20%.

O governo nos faz pagar acomodação e ingressos a monumentos em dólar. E não é qualquer nota que as pessoas aceitam. O papel precisa ser novo e estar em perfeito estado. Qualquer rasura ou rasguinho de um milímetro é suficiente para que o dinheiro seja recusado. A gente tem de cuidar das notas como se fossem de cristal. Eita, saco!
Escrito por Marcella Centofanti
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16/08/2007
Mianmar: a cultura mais preservada do Sudeste Asiático
Eu não planejava pegar avião na Ásia. Primeiro, por razões econômicas. Segundo porque a gente observa melhor a paisagem e a vida das pessoas quando viaja por terra. Avião é sem graça, impessoal, igual em qualquer lugar do mundo. Tendo tempo, não resta dúvida que prefiro trem ou ônibus.

Infelizmente, fui obrigada a voar da Tailândia para Mianmar, país que muita gente ainda deve conhecer como Birmânia. Não há outro jeito de entrar a não ser pela via aérea. Se eu tentasse cruzar a fronteira por terra, teria de passar por zonas cujo acesso é vetado a estrangeiros. Até dá, mas poderia me causar problemas. Já menti sobre minha verdadeira profissão (como também fiz no Vietnã) para conseguir visto. A essas alturas, tudo que eu não quero é encrenca com a imigração birmanesa.

Aterrissei em Yangon, capital de Mianmar até 2005, com uma vaga idéia do que encontraria pela frente. Antes de vir para a Ásia, tudo que eu sabia era que o país é governado por uma das ditaduras mais sangrentas da atualidade. Quando cheguei, fiquei ainda intrigada. Os relatos dos viajantes eram díspares. De algumas pessoas ouvi que Mianmar tinha sido o highlight do giro pelo continente. Outros, porém, me disseram ter tido ali a pior experiência da vida. Uma canadense me contou que odiou a comida, passou mal durante toda a estada, achou as pessoas grossas e ficou horrorizada porque o povo urinava na rua.

Eu não havia feito a lição de casa do viajante e mal sabia as cidades que gostaria de visitar. Para variar, não tinha comprado nem um guia de viagem. Sou bem relax nesse sentido. Quero dizer, aprendi a ser. Quando desembarquei em Bangcoc pela primeira vez, estava apavorada. Tinha feito reserva em hotel (vejam bem, hotel, nem pousada) e agendado até o transfer do aeroporto. Afe... Depois de umas três semanas, no entanto, me adaptei totalmente à rotina de viajante. Agora, não gosto de fazer planos e espero chegar no lugar para ver o que acontece. Foi assim com todos os países onde pisei depois da Tailândia.
Assim que pisei no aeroporto, percebi que Mianmar é o mais autêntico dos lugares em que estive no Sudeste Asiático. Em vez de calças ou bermudas, os homens vestem longyi (pronuncia-se londi), uma espécie de canga costurada em formato cilíndrico, com estampa quadriculada, que os homens prendem com um nó na altura do umbigo. Vi coisa parecida nos países vizinhos, mas só no interiorzão.



As mulheres, que também praticamente só usam longyi, têm o rosto coberto com uma substância com a cor e a consistência de uma lama bem ralinha. Mais tarde vim saber que, na verdade, aquilo é um cosmético natural extraído de uma árvore, que protege contra o sol e evita espinhas. É um barato. Mulheres e crianças não saem de casa sem essa meleca na cara, estilizada em figuras variadas.

Nas primeiras horas em Mianmar, ficou evidente que a influência ocidental ainda não detonou a cultura local. A identidade preservada talvez seja o único aspecto positivo do isolamento político e econômico do país. Para falar a verdade, fiquei desapontada ao perceber como o Sudeste Asiático tenta copiar a Europa e os Estados Unidos em tudo: música, arquitetura, hábitos, gastronomia, roupas etc. Uma pena. Viajar pelo continente há quinze, vinte ou trinta anos com certeza era uma experiência mais rica.

Hoje, para ver qualquer coisa genuína, sobretudo na Tailândia e no Vietnã, é preciso sair dos grandes centros. No Laos e no Camboja, menos turísticos, ainda é possível experimentar a Ásia com mais sabor. Mas é só uma questão de tempo para que eles se tornem pasteurizados como os vizinhos - e isso eu ouvi de nativos.

Nesse aspecto, fiquei feliz por ter vindo a Mianmar, ignorado pela maioria dos viajantes nessas bandas. Para se ter idéia, enquanto a Tailândia recebe cerca de 13 milhões de turistas por ano, para Mianmar vêm em torno de 250.000... Estou curiosa para ver o que mais há por aí.

PS: Na minha pesquisa sobre o longyi, li no Wikipedia que existem trajes similares na Índia, em Bangladesh, no Sri Lanka e... em Juiz de Fora! É verdade isso, minha gente? Alguém aí sabe mais a respeito?
Escrito por Marcella Centofanti
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A jornalista Marcella Centofanti deixou um emprego de seis anos e resolveu tirar um ano para viajar (dez meses na Ásia e dois meses na Europa). Aqui ela conta suas experiências na estrada.
 
 
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